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SAIBA OS PRINCIPAIS DESAFIOS PRESENTES NA REALIZAÇÃO DA ANÁLISE DE SOLO!

Um dos desafios da análise de solo é lidar com as diferenças. As características do solo não são homogêneas no mundo. Diferenças climáticas, diferentes biomas e diferentes intervenções do homem fazem com que tenha suas especificidades e particularidades com relação ao solo. Por isso, as técnicas e ferramentas para a análise do solo também não devem ser vistas como soluções universais.

Victor Monseff, além de produtor agropecuário e proprietário da Ribersolo Laboratório de Análises Agrícolas, é membro da Nuffield, organização internacional presente em mais de 40 países e que tem o objetivo de promover a troca de experiências de pessoas do setor agropecuário do mundo todo na busca de inovações e avanços na área. Graças a sua experiência na Nuffield, Victor pôde constatar a realidade de que não existe uma ferramenta mágica quando se fala de análise do solo:

“Às vezes determinados sensores fazem sentido pra alguns casos, pra outros não. No Brasil a gente está mais preocupado com a questão da fertilidade. Não existe uma solução única, porque cada local tem as suas especificidades (a realidade do Brasil, por exemplo, é diferente da realidade da África ou da Holanda).”

Segundo Victor Monseff, a ideia de que uma nova técnica ou ferramenta de análise do solo será a universalmente aplicada e o catalisador da próxima revolução na área faz com que muitas vezes sejam cercadas de falsas expectativas: “Às vezes o produtor se ilude com uma tecnologia e existe uma decepção. Quando a gente se ilude com uma tecnologia, a gente queima essa tecnologia”.

Isso é prejudicial, porque quando essa tecnologia não apresenta bons resultados em determinados contextos, ela acaba sendo descartada. Entretanto, mesmo que ela não se aplique em um caso específico, ela pode, em integração com outras técnicas e tecnologias,trazer um entendimento melhor da realidade daquele solo e trazer mais benefícios para o produtor, como mais eficiência dos processos, mais produtividade e mais rentabilidade.

FONTE: Portal do Agronegócio



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